Sobre Honrar Pai e Mãe

12, nov, 2019 | Artigos, Religião | 0 Comentários

Quando você olha para tudo que sua mãe fez por você e calunia sua honra dizendo que foi apenas fruto da ingenuidade de uma mulher escravizada psicologicamente por um “sistema”, o preço que você paga na alma é o de nunca mais sentir que foi amado por ela. Ela pode ter sentido amor por você, mas tudo que ela fez seria expressão de um sistema de opressão, não de amor.

Igualmente, se você calunia a honra do seu pai chamando seus esforços de prover por sua família de um ato de domínio e de usufruto de um poder injusto, você nunca se sentirá objeto do amor dele, apenas um favorecido por um sistema perverso.

Sobre Honrar Pai e Mãe

Se além disso você vê o casamento deles como uma instituição de escravidão e opressão e não de amor, você vê a si mesmo não como um amado fruto do amor, mas como um acidente de um processo mau.

E é por isso que tanta gente é carente, sente-se mal amada, cheia de “problemas” com os pais, isolada no mundo, um átomo solto que precisa fazer de um grupo de amigos, ou de uma ideologia, o substituto emocional da família.

No fundo, é o preço que se paga por quebrarmos em nosso coração o mandamento de “honrar pai e mãe”.

[grwebform url=”https://app.getresponse.com/view_webform_v2.js?u=SY5GD&webforms_id=10948203″ css=”on” center=”off” center_margin=”200″/]

Artigos recentes

“A literatura só não é terra devastada por causa dos meus amigos”, diz Tiago Amorim

Entrevistamos o escritor Tiago Amorim, que nos fala sobre seu mais novo livro de contos, “Verdades e Mentiras”. Tiago Amorim é mestre em Antropologia pelo ISCTE (Lisboa). Ele é autor de quatro livros, o primeiro deles uma coletânea de ensaios chamada “Abertura da Alma”, também publicada pela Editora Danúbio, em 2015. Casado, pai de dois filhos, Tiago vive em Curitiba, de onde nos concedeu a entrevista.

A Cartomante (conto)

Pedro Mendes passava agora os dias recluso em seu apartamento nos Jardins, desde que obtivera, por graça do ministro Ronaldo Azevedo, um habeas corpus. Não ia mais a restaurantes, nem ao clube; não podia manter contato com o sócio, nem ir à empreiteira; com o passaporte retido, não podia deixar o país. Tinha as contas bancárias bloqueadas e usava uma tornozeleira eletrônica. O empreiteiro engordara a ponto de nenhuma camisa abarcar mais a rubra papada.

Filhos do Tempo (conto)

Contrastava com essa nobreza, na aparência e nos trajes, os convidados da homenageada, que, oprimidos pela chiqueza do lugar e pela pompa da audiência, aprumaram-se nas cadeiras medalhão, na fileira de honra, e simularam com os olhos e a pose uma atenção reverencial.

Categorias

Privado: O Bosque da Invernada dos Fundos

Detalhes do autor

Fábio Lins Leite

Nasceu no Rio de Janeiro. É professor de inglês e tradutor. Pós-graduou-se em teologia ortodoxa no Hellenic College Holy Cross, nos Estados Unidos.